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Jerônimo admite incerteza sobre ponte Salvador–Itaparica após quase 20 anos de promessas

A declaração do atual governador reforça, mais uma vez, o clima de indefinição em torno da chamada Ponte Salvador–Itaparica, cuja promessa de construção completa quase 20 anos sem qualquer concretização

Por Redação Diário Paralelo2 min de leitura
Jerônimo admite incerteza sobre ponte Salvador–Itaparica após quase 20 anos de promessas
Crédito: José Simões / Ag. A TARDE

Quase duas décadas após as primeiras promessas de construção, a ponte Salvador–Itaparica segue cercada de incertezas. O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), voltou a demonstrar dúvidas sobre a viabilidade do projeto ao ser questionado por uma jornalista durante entrevista concedida na última segunda-feira (29), na sede do Governo do Estado, em Salvador.

Indagado se acredita que a obra finalmente sairá do papel, Jerônimo evitou uma resposta objetiva e afirmou apenas que “queria muito” que a ponte acontecesse. Na sequência, o governador dividiu a responsabilidade pela execução do empreendimento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao afirmar que o chefe do Executivo nacional teria colocado “carimbo” e “orçamento” no projeto.

Segundo Jerônimo Rodrigues, a ponte deixou de ser uma obra exclusivamente do Estado da Bahia e passou a ser tratada como um empreendimento de caráter nacional. “Não é mais uma obra apenas do governo da Bahia”, afirmou, ao relembrar que o projeto foi iniciado ainda na gestão do então governador Jacques Wagner e retomado posteriormente durante o governo de Rui Costa, ambos do PT.

A declaração do atual governador reforça, mais uma vez, o clima de indefinição em torno da chamada Ponte Salvador–Itaparica, cuja promessa de construção completa quase 20 anos sem qualquer concretização. Ao longo desse período, o projeto já consumiu milhões de reais dos cofres públicos baianos, especialmente em estudos, projetos, licitações e contratos, sem que a obra efetivamente tenha sido iniciada.

Desde o anúncio inicial, a ponte é apresentada pelos sucessivos governos petistas como uma solução estratégica para o desenvolvimento econômico do Recôncavo Baiano e do sul do estado. No entanto, o empreendimento segue sendo alvo recorrente de anúncios, prazos adiados e novas justificativas, tornando-se símbolo de uma das promessas mais duradouras — e controversas — da política baiana recente.

Com a mais recente fala de Jerônimo Rodrigues, a expectativa em torno da obra volta a ser postergada, consolidando a percepção de que, apesar dos discursos e investimentos já realizados, a ponte Salvador–Itaparica permanece, por ora, apenas no campo das intenções.

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