Diário Paralelo — Diariamente com Você!

Geral

Hospital de Itamari está passando por reformas há mais de 5 anos e sem previsão de conclusão

A situação ganha contornos ainda mais delicados pelo fato de o município ser administrado por um médico

Por Redação Diário Paralelo2 min de leitura
Hospital de Itamari está passando por reformas há mais de 5 anos e sem previsão de conclusão

A interminável reforma da unidade hospitalar de Itamari tem se tornado um dos principais símbolos da crise enfrentada pela saúde pública do município. Iniciada há cerca de cinco anos, a obra segue sem uma previsão oficial de conclusão, alimentando o sentimento de frustração entre moradores que aguardam a entrega de uma estrutura capaz de oferecer atendimento digno e reduzir a necessidade de deslocamentos para cidades vizinhas.

A demora na conclusão da reforma contrasta com a expectativa criada pela população desde o anúncio da intervenção. Ao longo desse período, sucessivas promessas de retomada e conclusão dos serviços foram feitas, mas o cenário permanece praticamente inalterado, enquanto pacientes continuam enfrentando dificuldades para acessar atendimentos de maior complexidade.

A situação ganha contornos ainda mais delicados pelo fato de o município ser administrado por um médico. A expectativa natural de que a saúde pública figurasse entre as prioridades da gestão acabou dando lugar a críticas de moradores e lideranças locais, que apontam o agravamento dos problemas na rede municipal ao longo dos últimos anos.

Entre as principais reclamações estão a dificuldade de acesso a consultas especializadas, demora para realização de exames, limitações na estrutura de atendimento e a dependência de municípios vizinhos para procedimentos que poderiam ser realizados em uma unidade hospitalar plenamente equipada.

Para aumentar a insatisfação da população, a unidade que há anos passa por reformas deixou de operar como hospital, passando a funcionar apenas como unidade de saúde. A mudança, afirmam reduziu a capacidade de atendimento local e ampliou os transtornos enfrentados por pacientes que necessitam de serviços de urgência, internações ou procedimentos de maior complexidade.

A ausência de uma estrutura hospitalar plenamente funcional também gera impactos sobre profissionais de saúde, que convivem com limitações estruturais para atender à demanda da população.

Enquanto a reforma permanece sem conclusão, cresce a cobrança por maior transparência quanto ao cronograma da obra, aos recursos públicos empregados e às razões que levaram o empreendimento a se prolongar por tantos anos. Moradores defendem que a administração municipal apresente informações detalhadas sobre o andamento dos trabalhos e estabeleça uma previsão concreta para a entrega da unidade.

Até que isso aconteça, a sensação predominante entre os itamarienses é de que a obra se transformou em um símbolo da lentidão administrativa e da dificuldade do município em oferecer uma saúde pública compatível com as necessidades da população.

Matérias relacionadas