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Donald Trump considera revogar sanções da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes

No caso de Moraes, o governo americano argumentou que o ministro teria autorizado detenções arbitrárias e restringido liberdades civis — especialmente no âmbito de julgamentos de repercussão política

Por Redação Diário Paralelo3 min de leitura
Donald Trump considera revogar sanções da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes

Fontes diplomáticas apontam que o governo dos EUA estaria avaliando a revogação das sanções impostas recentemente a Alexandre de Moraes — e a esposa dele, Viviane Barci — com base na Lei Magnitsky. As sanções haviam sido aplicadas sob a justificativa de “violações a direitos humanos e abusos de autoridade judicial”, segundo argumentos do Departamento do Tesouro americano.

Segundo rumores que circulam em focos políticos e diplomáticos — ainda sem confirmação pública — a eventual revogação da sanção faria parte de um acordo mais amplo entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil) e Donald J. Trump (EUA). Pelas especulações, o pacto incluiria: concessão aos EUA do direito de explorar reservas brasileiras de terras raras; suspensão de sanções a plataformas de redes sociais; eliminação de impostos sobre grandes empresas de tecnologia (“big techs”); entre outros termos de cooperação comercial e geoestratégica.

No caso de Moraes, o governo americano argumentou que o ministro teria autorizado detenções arbitrárias e restringido liberdades civis — especialmente no âmbito de julgamentos de repercussão política. A sanção contra Viviane Barci decorreu da inclusão da empresa familiar ligada ao casal na lista de entidades bloqueadas.

Além disso, circula a versão de que empresários bilionários, como os irmãos Joeslei Batista e Wesley Batista — controladores da gigante do setor de carnes JBS — estariam envolvidos como intermediários financeiros nesse possível trato. Diz-se que eles teriam contribuído com doações significativas à cerimônia de posse de Trump, na ordem de mais de 5 milhões de dólares, reforçando o vínculo de influências neste potencial acordo internacional.

Se a revogação se concretizar, Alexandre de Moraes e Viviane Barci recuperariam o acesso a bens, contas e transações que envolvem instituições norte-americanas — e poderiam voltar a entrar nos Estados Unidos. A decisão também representaria uma despolitização da sanção, ao menos formalmente, e um recuo dos EUA na aplicação de penalidades a autoridades brasileiras.

Por outro lado, para analistas críticos, a manobra poderia ser vista como uma barganha de interesses estratégicos — terras raras, tecnologia e influência –, o que levantaria questionamentos sobre a coerência da aplicação da lei pelos EUA e os limites da soberania nacional.

Até o momento, não há comunicado oficial de Washington confirmando uma revogação, tampouco nota do governo brasileiro divulgando um acordo formal. O que há de concreto é que a sanção permanece ativa: em julho de 2025, Moraes foi oficialmente incluído na lista da Lei Magnitsky, e em setembro, a sanção foi estendida à sua esposa.

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