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Deputado bolsonarista nega ligação de Flávio Bolsonaro com filme e complica ainda mais situação do senador em caso de áudios enviados ao dono do Master

Responsável pela produção executiva de “Dark Horse”, cinebiografia inspirada na trajetória política de Bolsonaro, Frias usou as redes sociais para tentar afastar qualquer ligação direta de Flávio com o projeto audiovisual

Por Redação Diário Paralelo2 min de leitura
Deputado bolsonarista nega ligação de Flávio Bolsonaro com filme e complica ainda mais situação do senador em caso de áudios enviados ao dono do Master

O deputado federal Mário Frias acabou ampliando a crise envolvendo o senador Flávio Bolsonaro no caso dos áudios vazados em que o parlamentar aparece pedindo apoio financeiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para manter a produção do filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Responsável pela produção executiva de “Dark Horse”, cinebiografia inspirada na trajetória política de Bolsonaro, Frias usou as redes sociais para tentar afastar qualquer ligação direta de Flávio com o projeto audiovisual. No entanto, a declaração acabou gerando ainda mais questionamentos sobre a atuação do senador no episódio.

Em publicação no X, antigo Twitter, Mário Frias afirmou que “não há um único centavo do sr. Daniel Vorcaro em Dark Horse” e reforçou que Flávio Bolsonaro “não tem qualquer sociedade no filme ou na produtora”. Segundo o deputado, a participação do senador limitou-se apenas à cessão dos direitos de imagem da família Bolsonaro e ao uso político do sobrenome para atrair investidores interessados na obra.

Seu papel limitou-se à cessão dos direitos de imagem da família e, naturalmente, ao peso que seu sobrenome agrega na hora de atrair investidores interessados em financiar um projeto desse porte — o que é legítimo, esperado e não configura, em si, nada além do óbvio”, escreveu Frias.

A declaração, porém, acabou produzindo efeito contrário ao pretendido. Isso porque os áudios vazados anteriormente indicam que Flávio Bolsonaro teria procurado Daniel Vorcaro para solicitar recursos financeiros destinados ao pagamento de dívidas e à continuidade da produção cinematográfica, que enfrentava dificuldades financeiras no período.

Nos bastidores políticos, a fala de Mário Frias foi interpretada como uma tentativa de blindar juridicamente o senador, ao mesmo tempo em que reconhece que o nome da família Bolsonaro era utilizado como ativo estratégico para captar investidores. A contradição levantou dúvidas sobre o grau de envolvimento de Flávio no projeto e sobre a natureza das articulações feitas junto ao empresário do setor bancário.

O caso ganhou repercussão nacional em meio ao movimento de pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, pré-candidato ao Palácio do Planalto em 2026. A oposição tem explorado o episódio para questionar a relação entre agentes políticos e empresários ligados ao sistema financeiro.

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