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Contrato para transmissão do São Pedro de Itamari levanta suspeitas após denúncia de que empresa contratada não teria condições técnicas para realizar serviços
O prefeito Everton Vasconcelos homologou, nessa quarta-feira (8), a contratação de uma empresa sediada no próprio município de Itamari para a prestação dos serviços de transmissão ao vivo (live) do evento, pelo valor de R$ 20 mil

A homologação de um contrato para a transmissão ao vivo dos festejos de São Pedro de Itamari passou a levantar questionamentos sobre a capacidade técnica da empresa vencedora e sobre uma possível sobreposição de serviços com outro contrato milionário firmado pela Prefeitura.
O prefeito Everton Vasconcelos homologou, nessa quarta-feira (8), a contratação de uma empresa sediada no próprio município de Itamari para a prestação dos serviços de transmissão ao vivo (live) do evento, pelo valor de R$ 20 mil.
De acordo com o termo de referência da licitação, a empresa deverá disponibilizar uma estrutura considerada robusta para a cobertura do evento, incluindo cinco câmeras, sendo duas fixas, duas móveis sem fio e uma via link de internet para reportagens externas; imagens aéreas com drone em qualidade mínima 4K; pelo menos dois gimbals estabilizadores; um estúdio móvel climatizado e equipado com switch para corte de câmeras; cabeamento de até 150 metros; além de um sistema elevado de praticável com cobertura e isolamento.
Entretanto, denúncias encaminhadas ao Diário Paralelo apontam que a empresa contratada não possuiria estrutura técnica, equipamentos ou capacidade operacional compatíveis com as exigências previstas no próprio edital. As informações recebidas levantam dúvidas sobre a efetiva execução dos serviços pela empresa homologada.
Outro fato que chamou a atenção ocorreu no mesmo dia da homologação desse contrato. Também nessa quarta-feira (8), a prefeitura homologou a contratação da empresa Alto da Serra Entretenimento Ltda., sediada em Itabuna, pelo valor de R$ 967.990,15 para a estrutura completa da festa de São Pedro.
Entre os serviços previstos no contrato da empresa de Itabuna está justamente a locação de equipamentos de áudio e vídeo, o que despertou questionamentos sobre uma possível duplicidade de objetos ou até mesmo sobre quem efetivamente será responsável pela transmissão oficial do evento.
Na avaliação de pessoas que acompanham o processo licitatório, caso a estrutura de vídeo necessária para a transmissão já esteja contemplada no contrato da Alto da Serra Entretenimento, torna-se necessário esclarecer qual será exatamente a atribuição da empresa de Itamari contratada por R$ 20 mil e se haverá ou não subcontratação ou utilização de equipamentos pertencentes à empresa responsável pela estrutura do evento.
Especialistas em licitações ressaltam que a Administração Pública deve assegurar que a empresa vencedora possua capacidade técnica compatível com o objeto contratado, além de executar diretamente os serviços nos limites estabelecidos pela legislação e pelo edital, garantindo a correta aplicação dos recursos públicos.
Diante das denúncias, o Diário Paralelo buscará esclarecimentos para saber quais critérios técnicos foram utilizados para habilitar a empresa, se houve comprovação da disponibilidade dos equipamentos exigidos no edital e como será realizada a fiscalização da execução dos serviços durante os festejos.
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