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Jogadora trans reage à nova regra da CBV, promete lutar e diz: “Não vou me calar”

Atleta do Osasco afirma que mudança representa retrocesso; nova política adota teste genético como critério para participação na categoria feminina

Por Redação Diário Paralelo2 min de leitura
Jogadora trans reage à nova regra da CBV, promete lutar e diz: “Não vou me calar”

A jogadora de vôlei Tifanny Abreu se pronunciou pela primeira vez após a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) publicar uma nova política de elegibilidade para as competições femininas que muda profundamente as regras para participação de atletas trans no país.

O pronunciamento aconteceu nesse sábado (15), depois da derrota do Osasco para o Pinheiros por 3 sets a 2, na estreia das equipes pelo Campeonato Paulista Feminino. Tifanny, que entrou normalmente em quadra, afirmou estar abalada com a decisão e anunciou que pretende adotar medidas para tentar continuar competindo.

“O voleibol é minha vida, meu trabalho”, declarou a atleta, ao criticar a mudança promovida pela entidade nacional. Tifanny lembrou que atua há cerca de dez anos no voleibol feminino e argumentou que os efeitos da nova política ultrapassam sua própria carreira, envolvendo também clube, patrocinadores, torcida e pessoas trans que se identificam com sua trajetória.

Em outro momento do pronunciamento, a jogadora classificou a decisão como um “enorme retrocesso” para a inclusão no esporte e comparou a adoção dos novos exames aos antigos métodos de verificação sexual empregados no esporte internacional décadas atrás. Ao final, deixou claro que pretende reagir.

“Não vou me calar”, afirmou Tifanny, dizendo que buscará as medidas possíveis para defender sua permanência e os direitos que considera ameaçados pela mudança.

A nova política foi publicada pela CBV na sexta-feira, (14), e representa uma mudança significativa em relação ao modelo utilizado anteriormente.

Até então, a participação de atletas trans no voleibol feminino brasileiro estava vinculada, entre outros requisitos, a parâmetros hormonais. Com a nova regulamentação, a identidade de gênero, documentos civis, procedimentos cirúrgicos, tratamento hormonal ou a supressão da testosterona deixam de ser suficientes para alterar a categoria de elegibilidade esportiva.

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