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Confederação Brasileira de Voleibol muda regra e proíbe participação de mulheres trans em competições femininas

Nova política começa a valer na Superliga 2026/27 e segue orientação adotada pelo COI

Por Redação Diário Paralelo2 min de leitura
Confederação Brasileira de Voleibol muda regra e proíbe participação de mulheres trans em competições femininas

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciou uma profunda mudança nas regras para participação de atletas na categoria feminina. A entidade decidiu adotar os critérios estabelecidos pela nova Política de Proteção da Categoria Feminina do Comitê Olímpico Internacional (COI) e passará a exigir a triagem do gene SRY para determinar a elegibilidade nas principais competições nacionais.

Na prática, atletas que apresentarem resultado negativo para o gene SRY serão consideradas elegíveis para competir na categoria feminina. Já aquelas com resultado positivo não poderão disputar a categoria, salvo situações médicas excepcionais expressamente previstas na regulamentação.

A mudança atinge diretamente mulheres trans que passaram pelo desenvolvimento sexual masculino e possuem o gene SRY, mesmo que tenham realizado tratamentos hormonais, cirurgia ou alteração de seus documentos civis.

A própria política da CBV determina que identidade de gênero, mudança de nome ou sexo no registro civil, tratamento hormonal, supressão da testosterona ou procedimentos cirúrgicos não modificam, por si só, a categoria de elegibilidade esportiva.

A decisão tem impacto imediato sobre um dos casos mais conhecidos do esporte brasileiro: o da jogadora trans Tifanny Abreu, oposta do Osasco e primeira atleta transgênero a atuar na elite do vôlei feminino nacional.

Tifanny está no Osasco desde 2021 e participou de importantes conquistas da equipe, entre elas o título da Superliga 2024/2025, além do Campeonato Paulista e da Copa Brasil naquela temporada.

Em nota divulgada após o anúncio da CBV, o Osasco afirmou ter sido surpreendido pela nova política e informou que seu departamento jurídico está analisando a regulamentação para decidir quais medidas poderão ser adotadas.

O clube destacou ainda seu apoio à jogadora e afirmou que a nova regra foi elaborada sem participação ou consulta prévia da equipe.

A princípio, Tifanny poderá disputar normalmente competições estaduais que ainda não tenham incorporado a nova regulamentação. A política da CBV estabelece que campeonatos promovidos pelas federações estaduais somente estarão sujeitos ao novo critério quando houver adoção expressa da norma.

No âmbito nacional, entretanto, a mudança será aplicada imediatamente às futuras competições definidas pela Confederação.

A política abrange a Superliga A e B da temporada 2026/2027, a Supercopa do Brasil de 2026, a Copa Brasil de 2027, o Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia Adulto de 2027 e o CBVP Challenger de 2027, além das edições seguintes dessas competições.

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