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Pabllo Vittar reclama do fim de patrocínios na parada gay e culpa “onda de conservadorismo”

O presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT+, Nelson Matias, disse à Folha de São Paulo que o investimento caiu mais de 60% em comparação ao ano passado

Por Redação Diário Paralelo2 min de leitura
Pabllo Vittar reclama do fim de patrocínios na parada gay e culpa “onda de conservadorismo”

Pabllo Vittar criticou aqueda brusca no patrocínio da parada gay de São Paulo em um vídeodivulgado nas redes sociais. Em sua visão, isso foi uma reação das empresasaos avanços doconservadorismona sociedade:

Todo mundo sabe que é por conta dessa onda de conservadorismo que a gente vem vivendo, que afeta muito as nossas festividades, afeta o jeito como a gente vive, afeta como as pessoas pensam e olham para a nossa comunidade.”

Além de defender a parada como uma manifestação em defesa dos LGBT’s,ele também destacou que o evento tem um lado comercial e movimenta muito dinheiro:

Ano passado, a Parada movimentou bastante dinheiro, mas sabe por quê? Porque a população LGBTQI também gasta, pega carro de aplicativo, usa cartão de crédito, usa banco, consome restaurante, lota hotel.”

Estimativasda Associação Comercial de São Paulo apontam para mais de R$548,5 milhões que circularam na cidade por causa da parada.

Está é a 30ª edição do evento, que terá como tema "a rua convoca, a urna confirma",mirando a disputa eleitoral.

O presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT+, Nelson Matias, disse àFolha de São Pauloqueo investimento caiu mais de 60% em comparação ao ano passado.

Em 2024, o evento contou com 19 patrocinadores formais.Nesta edição, apenas3 marcasconfirmaram o patrocínio até o momento. De acordo com a entrevista da Folha,a queda veio principalmente das empresas multinacionais americanas.

Desde a eleição que levou Trump de volta à Casa Branca, em 2024,as empresas do país têmabandonado a pauta. Sem o apoio das empresas,os organizadores do evento precisaram recorrer a parlamentares.

Eles pediram ajuda a 23 deputados,mas tiveram retorno de apenas quatro. Além disso, a prefeitura cedeu R$6 milhões. Por esse motivo, o evento terá menos atrações e contará comseis trios elétricos a menos que no ano passado, quando chegou a 19.

A queda dos patrocínios acontece em um momento no qual o debate sobre ideologia de gênero se torna mais acirrado.

Apesar de ser um dos temas mais polêmicos da atualidade, poucas pessoas entendem do assunto a fundo.

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