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MP recomenda suspensão de show de Rey Vaqueiro na Bahia por indícios de cachê superfaturado
De acordo com o MP-BA, ambos os cantores foram contratados pelo valor de R$ 450 mil cada. Rey Vaqueiro tinha apresentação prevista para o dia 10 de junho, enquanto Léo Foguete está programado para subir ao palco no dia 11

O Ministério Público da Bahia recomendou à Prefeitura de Paramirim a suspensão imediata das contratações dos cantores Rey Vaqueiro e Léo Foguete para os festejos juninos do município. A recomendação foi publicada no Diário da Justiça nessa quarta-feira (13) e aponta indícios de superfaturamento nos cachês pagos aos artistas.
De acordo com o MP-BA, ambos os cantores foram contratados pelo valor de R$ 450 mil cada. Rey Vaqueiro tinha apresentação prevista para o dia 10 de junho, enquanto Léo Foguete está programado para subir ao palco no dia 11.
Na recomendação, o Ministério Público destaca que os valores contratados pela gestão municipal estão acima da média praticada pelos artistas em 2025. Segundo o órgão, Rey Vaqueiro recebeu, no ano passado, cachês médios de aproximadamente R$ 280 mil em apresentações realizadas em diferentes municípios. Já Léo Foguete teria realizado shows por valores em torno de R$ 350 mil.
O MP-BA argumenta que a diferença entre os valores pagos anteriormente e os contratos firmados pela Prefeitura de Paramirim pode representar possível dano ao erário, especialmente diante da necessidade de observância aos princípios da economicidade e da razoabilidade na aplicação de recursos públicos destinados às festas juninas.
Além da suspensão dos shows, o Ministério Público recomendou que a prefeitura encaminhe cópias integrais de todos os processos administrativos relacionados às contratações para os festejos juninos deste ano, com prioridade para os procedimentos envolvendo Rey Vaqueiro e Léo Foguete. A documentação deverá incluir contratos, justificativas de preço, pareceres jurídicos, comprovantes de inexigibilidade e demais documentos que fundamentaram as contratações.
A recomendação do órgão ministerial também reforça que os municípios devem adotar critérios técnicos e transparentes na contratação de atrações artísticas, sobretudo em períodos festivos marcados por elevados gastos públicos.
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