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Baiano de 10 anos conquista 3º lugar em vestibular de Engenharia, mas legislação impede ingresso na faculdade

Natural de Camaçari, Marcelo Gomes surpreendeu ao superar candidatos mais velhos em uma universidade de Fortaleza; estudante ainda cursa o 7º ano do ensino fundamental.

Por Redação Diário ParaleloAtualizado em 16 de outubro de 2026 às 09:512 min de leitura
Pequeno grande gênio

Aos 10 anos de idade, o baiano Marcelo Gomes Viana Lopes alcançou um resultado que muitos estudantes levam anos para conquistar. Conhecido como Marcelinho, o garoto ficou em terceiro lugar no vestibular de Engenharia Mecânica da Universidade de Fortaleza (Unifor), no Ceará. Apesar do desempenho impressionante, ele não poderá ingressar na graduação porque ainda não concluiu o ensino médio.

Natural de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, Marcelinho cursa atualmente o 7º ano do ensino fundamental no Colégio Farias Brito, em Fortaleza. A família se mudou para a capital cearense em 2024, depois que o garoto conquistou uma bolsa integral de estudos na instituição.

A participação no vestibular partiu de uma iniciativa do próprio estudante, que queria experimentar a sensação de disputar uma vaga universitária com candidatos muito mais velhos. Nem mesmo sua mãe, a advogada Tatiana Gomes, acreditava que ele conseguiria uma colocação tão expressiva logo na primeira tentativa.

A conquista, entretanto, não foi fruto do acaso. Identificado ainda na infância com altas habilidades ou superdotação, Marcelinho acumula participações e medalhas em olimpíadas científicas e desenvolve atividades relacionadas à astronomia, matemática e tecnologia.

O estudante também participa de iniciativas científicas, incluindo um programa de busca de asteroides ligado à Nasa e atividades de construção de foguetes. Além disso, é bolsista de iniciação científica júnior da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica.

Apesar da classificação entre os primeiros colocados, a legislação brasileira exige que o candidato tenha concluído o ensino médio, ou formação equivalente, para ingressar em um curso de graduação.

Entretanto, a própria legislação prevê mecanismos para atender estudantes com desempenho intelectual excepcional, incluindo a possibilidade de avanço escolar mediante avaliação da aprendizagem e aceleração dos estudos para alunos superdotados.

Isso significa que existem alternativas educacionais para adequar a trajetória escolar desses estudantes às suas capacidades, respeitando os critérios legais e pedagógicos. A classificação no vestibular, isoladamente, não substitui a certificação de conclusão do ensino médio.

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